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A reta final do ano chega com a decoração natalina e sua luminosidade. A preparação ganha muito espaço e as lâmpadas de diversas cores e tamanhos estão entre os enfeites mais importantes, contudo, também, é essencial alertar sobre os efeitos das luzes em relação à saúde ocular.
A verdade é que não é possível imaginar as festas de fim de ano, sem os pisca-piscas, amarelados, brancos ou coloridos. Afinal, as lâmpadas iluminam e decoram os locais, assim como também, embelezam o ambiente, desde a árvore até espaços e móveis como as mesas e aparadores. Para algumas pessoas, quanto mais, melhor, porém, deve-se avaliar se as lâmpadas podem ser consideradas inofensivas? A resposta é não.
A luminosidade natalina faz diferença, contudo sobrecarrega a visão, sobretudo, as luzes piscantes, exigindo um grande esforço dos olhos para se adaptar a essa situação em mudança, de claro para escuro etc.
A ação repetitiva provoca a fadiga visual, ou seja, um cansaço após uma longa exposição a fatores considerados de risco. Infelizmente, o problema não ocorre apenas no natal, já que no cotidiano, os olhos também estão sujeitos às telas de celulares e computadores.
Os sintomas são dores de cabeças moderadas ou fortes, visão turva ou embaçada, olho seco, e claro, cansaço. Quem tem astigmatismo e fotofobia – sensibilidade à luz – tende a sofrer ainda mais nesse período. A recomendação é evitar ambientes muito iluminados.
A primeira dica é não focar a visão diretamente nas luzes, recomendação que vale também para outras atividades cotidianas, como os farois ao dirigir, afinal, costumam cegar momentaneamente os motoristas. A indicação é evitar olhar para qualquer tipo de luz e focos de LED para não sobrecarregar os olhos.
Em segundo lugar, é importante fazer pausas regulares, quando estiver em locais com intensa iluminação, novamente. Procurar um ambiente mais escuro garante que os olhos possam descansar adequadamente.
Outra sugestão é para quem já usa óculos de grau e pode optar por lentes de filtro de luz azul, sobretudo, para quem passa longos períodos de tempo em frente a telas, protegendo os olhos devido à redução do impacto da luminosidade.
É preciso lembrar que, apesar de desconfortável, a fadiga visual, causada nesse período, costuma ser passageira. A visão volta ao normal, após um bom período de descanso, com o distanciamento das telas e, claro, boas noites de sono.